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Trava-quedas com mosquetão: usos e regulamentações

Trava-quedas com mosquetão

Projetado para bloquear automaticamente quedas e proteger o trabalhador em suas atividades perigosas diárias, o trava-quedas com mosquetão é um equipamento de proteção individual (EPI) indispensável para diversos ambientes industriais, obras e operações em altura. Uma solução eficiente, versátil e alinhada com as normas de segurança do nosso país, ele se conecta de forma eficiente ao cinto por meio de um mosquetão resistente – algo importante para a produtividade do projeto a longo prazo.

Neste artigo, eu explico como o equipamento funciona, bem como os detalhes técnicos por trás de uma boa instalação, em conformidade com a lei.

Não perca: Os 5 tipos de escadas para trabalho em altura

Como funciona o trava-quedas com mosquetão?

O trava-quedas é o adereço que liga o cinto do trabalhador com o ponto de ancoragem – enquanto um mosquetão é um conector metálico versátil com uma abertura articulada (gatilho), usado para unir equipamentos e suportar altas cargas com segurança. Esse último é essencial em escaladas, resgates, trabalho em altura e logística – pois funciona como um elo resistente para fixar cordas e outros itens em sistemas de segurança – e pode ser encontrado em diversos formatos (oval, D, pera), materiais (aço, alumínio) e tipos de trava (manual, automática) para acatar essas diferentes funções.

Trava-quedas com mosquetão

Quando esses componentes são unidos em um trava-quedas com mosquetão, eles não apenas garantem uma conexão confiável entre o trabalhador e o sistema de ancoragem, como também atuam ativamente na prevenção de acidentes graves e fatais. O funcionamento, na prática, acontece em três etapas principais:

  1. Conexão ao sistema de segurança: O mosquetão do trava-quedas é conectado ao cinturão de segurança tipo paraquedista, enquanto o próprio trava-quedas se desloca ao longo de uma linha de vida (flexível ou rígida), que por sua vez está fixada a um ponto de ancoragem projetado para suportar grandes cargas.
  2. Movimentação livre durante o trabalho: Durante a subida, descida ou deslocamento vertical do trabalhador, o trava-quedas acompanha o movimento de forma fluida. Isso garante mobilidade, conforto e produtividade, sem comprometer a segurança – um fator essencial em atividades rotineiras de manutenção, inspeção ou montagem.
  3. Bloqueio automático em caso de queda: Caso ocorra um escorregão, perda de equilíbrio ou queda repentina, o dispositivo entra em ação imediatamente. O trava-quedas detecta a aceleração brusca e bloqueia o movimento na linha de vida, interrompendo a queda em poucos centímetros. O resultado é a redução drástica da distância de queda e das forças de impacto sobre o corpo do trabalhador.

Esse mecanismo automático é o que torna o trava-quedas um dos EPIs mais importantes dentro de um sistema de proteção individual contra quedas.

Onde o trava-quedas com mosquetão é usado? Tipos e aplicações

O desempenho do trava-quedas com mosquetão está diretamente ligado à sua fabricação, compatibilidade com a linha de vida e ao tipo de atividade realizada. Por isso, entender os diferentes modelos e aplicações é fundamental para escolher a solução correta.

De forma geral, o equipamento é projetado para trabalhar em conjunto com linhas de vida verticais ou sistemas rígidos, sempre respeitando limites de carga, diâmetro de corda, tipo de ancoragem e condições do ambiente.

Sistema de proteção individual contra quedas: o que saber

A seguir, listo os principais tipos utilizados em trabalhos em altura:

Trava-quedas deslizante para linha de vida flexível

É um dos modelos mais comuns no mercado. Trabalha sobre uma corda vertical, geralmente de poliamida, e se desloca acompanhando o trabalhador.

Onde é mais utilizado:

  • Escadas marinheiro
  • Torres e silos
  • Estruturas metálicas e industriais
  • Manutenção predial e inspeções técnicas

É uma solução prática e eficiente, desde que haja compatibilidade entre o trava-quedas, a corda e o ponto de ancoragem, algo que precisa ser avaliado ainda na fase de projeto.

Trava-quedas para linha de vida rígida

Nesse caso, o dispositivo se movimenta ao longo de um trilho metálico fixo, normalmente instalado de forma permanente na estrutura.

Onde é mais utilizado:

  • Acessos permanentes em indústrias
  • Fachadas técnicas
  • Ambientes com uso frequente e repetitivo

Esse tipo de sistema oferece alto nível de segurança e durabilidade, mas exige projeto técnico detalhado e instalação especializada, já que faz parte da infraestrutura do local.

Trava-quedas com mosquetão

Trava-quedas retrátil com mosquetão

Possui um cabo ou fita retrátil que se ajusta automaticamente ao movimento do usuário.

Onde é mais utilizado:

  • Plataformas elevadas
  • Trabalhos em áreas com deslocamento horizontal limitado
  • Situações que exigem maior liberdade de movimento

Normas que regulamentam o equipamento

Independentemente do modelo, o ponto-chave é sempre o mesmo: o trava-quedas com mosquetão precisa ser compatível com o sistema de ancoragem e com o tipo de atividade realizada. Um erro nessa escolha compromete toda a segurança do trabalho – e é por isso mesmo que existem, no Brasil, normas que regulam o seu uso.

Como já citei diversas vezes aqui no blog, as principais são as seguintes:

  • NR-06 (EPI): Estabelece que o equipamento deve possuir Certificado de Aprovação (CA) válido, além de orientar sobre fornecimento, uso, inspeção e substituição.
  • NR-35 (Trabalho em Altura): Define os requisitos para atividades realizadas acima de dois metros, incluindo a obrigatoriedade de sistemas de proteção contra quedas e a correta seleção dos EPIs.
  • Normas ABNT aplicáveis, como NBR 15834 (trava-quedas deslizante para linha de vida flexível), NBR 15835 (trava-quedas para linha de vida rígida) e NBR 15837 (conectores, incluindo mosquetões).

Essas normas tratam de aspectos como resistência mecânica, funcionamento, ensaios, compatibilidade e rastreabilidade dos equipamentos.

Leia também: Qual é a diferença entre EPI e EPC?

Trava-quedas com mosquetão

Justamente por essa complexidade técnica, contar com profissionais especializados em projetos de trabalho em altura faz toda a diferença. Um sistema seguro não depende apenas de um bom EPI, mas da correta integração entre equipamentos, ancoragens, linhas de vida e procedimentos de uso.

E é aqui que entramos em jogo para facilitar a sua vida.

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About Cícero Moraes

Sou engenheiro de segurança do trabalho com mais de 12 anos de experiência em gestão de risco, treinamento e desenvolvimento de pessoas. Minha trajetória é marcada pela dedicação em criar ambientes de trabalho seguros e eficientes. Ao longo dos anos, desenvolvi e implementei estratégias robustas para identificar e mitigar riscos, além de liderar treinamentos que promovem uma cultura de prevenção e conscientização sólida de segurança em altura. Comprometido em transformar a segurança no ambiente de trabalho e com as melhores práticas durante a execução das atividades, estou sempre buscando soluções inovadoras e eficazes para garantir a integridade e o bem-estar da equipe, por meio de boas práticas com o uso e a conservação dos EPIs.

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