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NR-18: novas mudanças de segurança entram em vigor

NR-18: novas mudanças de segurança entram em vigor

A segurança contra quedas ganhou novas exigências no setor da construção em 2026. Alterações recentes nas Normas Regulamentadoras (NRs) reforçam a necessidade de prever medidas de proteção ainda na fase de planejamento das obras – e não apenas quando o trabalhador já está exposto ao risco.

Entre as mudanças está a Portaria MTE nº 836, publicada em maio de 2026, que alterou a NR-18 em pontos relacionados à proteção contra quedas e materiais, além de trazer requisitos para andaimes multidirecionais. O Ministério do Trabalho também atualizou a NR-35 em junho, por meio da Portaria MTE nº 1.259.

Na prática, as atualizações reforçam uma tendência importante: proteger quem trabalha em altura depende cada vez mais de planejamento, engenharia e soluções adequadas à estrutura.

A segurança contra quedas começa antes de o trabalhador subir

Quando se fala em trabalho em altura, é comum pensar primeiro nos equipamentos utilizados pelo trabalhador. Mas a própria NR-35 parte de uma lógica diferente.

A norma estabelece que o trabalho em altura deve ser planejado e que, sempre que possível, a exposição ao risco deve ser evitada. Quando isso não for possível, devem ser adotadas medidas capazes de eliminar o risco de queda ou reduzir suas consequências.

Isso muda a forma de enxergar a segurança.

Em vez de simplesmente instalar um equipamento quando surge uma necessidade, a proteção contra quedas precisa ser pensada de acordo com o local, a atividade que será realizada e as características da estrutura.

É aí que entram soluções como pontos de ancoragem e linhas de vida.

O que mudou na NR-18 em 2026?

A atualização promovida pela Portaria MTE nº 836 trouxe alterações específicas na NR-18 relacionadas à proteção contra quedas e materiais. Entre os pontos atualizados estão requisitos para sistemas de proteção e para o uso de andaimes multidirecionais.

A mudança é relevante porque a NR-18 é a norma setorial voltada à indústria da construção. Ou seja, suas exigências acompanham justamente as condições particulares encontradas nos canteiros de obras.

O movimento também acontece em conjunto com outras atualizações recentes. A NR-35, por exemplo, teve nova alteração em junho de 2026, enquanto o Anexo III, dedicado às escadas, havia sido aprovado em 2025.

Mais do que mudanças isoladas, as atualizações mostram que a segurança em altura está sendo tratada de maneira cada vez mais específica.

E onde entra a NR-35?

A NR-35 é a principal referência brasileira para o trabalho em altura com risco de queda. Sua proposta não se limita ao uso de equipamentos de proteção: ela estabelece uma abordagem de gestão do risco, envolvendo planejamento, análise de riscos e definição das medidas de proteção adequadas.

Isso é especialmente importante em atividades de manutenção, inspeção e acesso a áreas elevadas.

Afinal, uma edificação pode ser perfeitamente adequada para sua utilização cotidiana e, ainda assim, apresentar dificuldades quando chega o momento de limpar uma fachada, realizar uma inspeção, fazer manutenção em uma cobertura ou acessar determinado ponto da estrutura.

Se a proteção não foi prevista anteriormente, resolver o problema depois pode ser muito mais complexo.

Por que o sistema de proteção precisa ser pensado para cada estrutura?

Não existe uma única solução de proteção contra quedas que sirva para todos os edifícios.

Uma linha de vida instalada em uma cobertura, por exemplo, precisa considerar as características da estrutura, os pontos disponíveis para fixação, os esforços envolvidos e a atividade que será realizada.

O mesmo vale para pontos de ancoragem destinados à manutenção de fachadas.

Por isso, simplesmente escolher um equipamento e instalá-lo não é suficiente. É necessário avaliar onde a proteção será instalada, como ela será utilizada e quais esforços a estrutura e o sistema precisarão suportar.

Essa preocupação ajuda a explicar por que projetos de proteção contra quedas fazem cada vez mais parte da própria engenharia da edificação.

NR-18: novas mudanças de segurança entram em vigor

A atualização das normas acompanha uma mudança maior na construção

As mudanças recentes nas NRs não significam apenas que surgiram novas regras para serem cumpridas. Elas também refletem uma transformação na maneira como a segurança é incorporada aos projetos.

A própria NR-35 determina que a prevenção seja baseada na antecipação dos riscos, com ferramentas como análise de risco e Permissão de Trabalho quando aplicável.

Ou seja: quanto antes o risco for identificado, mais possibilidades existem para encontrar uma solução adequada.

Para uma obra nova, isso significa que a proteção contra quedas pode ser considerada ainda durante o projeto. Para uma edificação existente, significa avaliar as condições reais da estrutura antes de definir uma solução de acesso e proteção.

Mais do que cumprir normas, é preciso projetar a proteção

As atualizações de 2026 reforçam uma mensagem que vai além da legislação: segurança em altura não deve ser improvisada.

Pontos de ancoragem, linhas de vida e outros sistemas de proteção precisam fazer sentido dentro da estrutura em que serão utilizados. E, para isso, o projeto e o dimensionamento são tão importantes quanto o produto instalado.

É justamente nesse ponto que a engenharia de segurança se torna parte essencial da solução.

A Mostaza Ancoragem atua no desenvolvimento de sistemas de proteção contra quedas, desde o projeto até a instalação, com soluções como pontos de ancoragem e linhas de vida. Os projetos podem incluir memorial de cálculo, ART, análise dos riscos e documentação necessária para a aplicação do sistema.

Em um cenário no qual as normas estão cada vez mais atentas ao planejamento da proteção, contar com uma solução desenvolvida especificamente para a estrutura pode fazer toda a diferença.

Quer avaliar uma solução de proteção contra quedas para sua obra ou edificação? Fale com a Mostaza Ancoragem e conte com uma equipe especializada para projetar a segurança em altura de forma adequada às necessidades do seu projeto.

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About Cícero Moraes

Sou engenheiro de segurança do trabalho com mais de 12 anos de experiência em gestão de risco, treinamento e desenvolvimento de pessoas. Minha trajetória é marcada pela dedicação em criar ambientes de trabalho seguros e eficientes. Ao longo dos anos, desenvolvi e implementei estratégias robustas para identificar e mitigar riscos, além de liderar treinamentos que promovem uma cultura de prevenção e conscientização sólida de segurança em altura. Comprometido em transformar a segurança no ambiente de trabalho e com as melhores práticas durante a execução das atividades, estou sempre buscando soluções inovadoras e eficazes para garantir a integridade e o bem-estar da equipe, por meio de boas práticas com o uso e a conservação dos EPIs.

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