O trabalho em altura conta com inúmeros recursos legais e equipamentos sob medida na sua atuação profissional. De todas as obrigações envolvendo o nosso ramo de atividade, o dispositivo de ancoragem é uma das que mais se destacam, uma vez que a sua aplicação é imprescindível em diversos projetos de natureza distinta – desde os canteiros de obra mais complexos até a mais simples manutenção de telhado. Por conta dessa versatilidade, há certas variações em como ele pode – e deve – ser usado em cada contexto.
Neste guia completo, você verá exatamente do que se trata um dispositivo de ancoragem, quais são os tipos de equipamento regulados por lei, como cada equipamento é usado no trabalho em altura diário e, por fim, como uma equipe experiente é indispensável nessa história.
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O que é dispositivo de ancoragem?
O dispositivo de ancoragem é o elemento estrutural responsável por conectar o trabalhador ao Sistema de Proteção Contra Quedas (SPCQ). Em outras palavras, é o ponto – ou conjunto de pontos – onde os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como talabartes, trava-quedas e linhas de vida, são fixados para impedir ou limitar os efeitos de uma queda.
Na prática, ele funciona como elo crítico entre o trabalhador e a estrutura da edificação. Se esse elo falhar, todo o sistema perde sua eficácia. Por isso, o dispositivo de ancoragem não é apenas um acessório: ele é o fundamento de qualquer estratégia segura de trabalho em altura.
Esses dispositivos podem ser permanentes ou temporários, fixos ou transportáveis, rígidos ou flexíveis. Cada configuração atende a um tipo específico de risco, estrutura e rotina operacional. É justamente essa diversidade que exige conhecimento técnico para especificar, instalar e utilizar corretamente cada solução.

Qual norma regula os dispositivos de ancoragem?
No Brasil, os dispositivos de ancoragem são regulamentados pela ABNT NBR 16325, norma técnica que estabelece os requisitos mínimos de projeto, ensaio, fabricação, instalação, uso, inspeção e documentação desses sistemas.
Inspirada na norma europeia EN 795, a NBR 16325 foi adaptada à realidade construtiva e industrial brasileira, criando um padrão nacional para garantir a confiabilidade dos pontos de ancoragem utilizados em sistemas de proteção contra quedas.
A norma é dividida em duas partes:
- Parte 1: trata dos dispositivos dos tipos A, B, D e E
- Parte 2: trata exclusivamente dos dispositivos do tipo C (linhas de vida flexíveis)
Essa divisão existe porque as linhas de vida flexíveis apresentam exigências específicas de projeto, cálculo de esforços e absorção de energia, demandando uma abordagem normativa própria.
A quem a NBR 16325 se aplica?
Diferentemente do que muitos pensam, a norma não se aplica apenas a fabricantes. Ela envolve diretamente:
- Fabricantes de dispositivos de ancoragem
- Engenheiros projetistas de sistemas de proteção contra quedas
- Empresas instaladoras
- Responsáveis técnicos por obras e manutenções em altura
- Indústrias e construtoras que utilizam linhas de vida e pontos de ancoragem
Ou seja: sempre que houver especificação, fornecimento, instalação ou uso de ancoragens, a NBR 16325 deve ser considerada como referência técnica obrigatória.
Os tipos de dispositivo de ancoragem para trabalho em altura
A NBR 16325 classifica os dispositivos de ancoragem em cinco categorias principais – cada uma desenvolvida para atender cenários específicos de risco, estrutura e mobilidade do trabalhador.
Entender essas diferenças é essencial para evitar erros de especificação que podem comprometer todo o sistema de proteção contra quedas.

Tipo A: Dispositivos de ancoragem fixos
São pontos de ancoragem permanentemente fixados a uma estrutura estática, como concreto, aço estrutural ou elementos de cobertura.
Podem ser subdivididos em:
- A1: fixados diretamente em elementos estruturais
- A2: projetados para telhados inclinados
| Característica | Descrição |
| Fixação | Permanente na estrutura |
| Mobilidade | Não possui |
| Aplicações comuns | Telhados, fachadas, estruturas metálicas |
| Exemplo prático | Olhal de ancoragem instalado em viga de concreto |
Tipo B: Dispositivos de ancoragem transportáveis
São dispositivos móveis que podem ser levados até o local de trabalho e instalados temporariamente, permanecendo estáveis durante a operação.
| Característica | Descrição |
| Fixação | Temporária |
| Mobilidade | Alta |
| Aplicações comuns | Espaços confinados, manutenções temporárias |
| Exemplo prático | Tripés e pórticos móveis de ancoragem |
Tipo C: Linhas de vida flexíveis
Correspondem às linhas de vida horizontais flexíveis, compostas por cabos de aço ou cordas tensionadas, permitindo o deslocamento contínuo do trabalhador ao longo de um percurso.
| Característica | Descrição |
| Estrutura | Cabos de aço ou cordas |
| Mobilidade | Deslocamento contínuo do usuário |
| Aplicações comuns | Telhados industriais, passarelas técnicas |
| Exemplo prático | Linha de vida horizontal em cobertura metálica |

Tipo D: Linhas de vida rígidas
Formadas por trilhos ou perfis metálicos rígidos, que permitem o deslocamento de um ponto de ancoragem móvel ao longo da estrutura.
| Característica | Descrição |
| Estrutura | Trilhos ou barras rígidas |
| Mobilidade | Deslizamento controlado |
| Aplicações comuns | Galpões industriais, hangares, pontes rolantes |
| Exemplo prático | Trilho rígido sobre linha de produção |
Tipo E: Dispositivos de ancoragem por contrapeso
São soluções que utilizam massa de contrapeso para garantir estabilidade, dispensando fixação permanente na estrutura.
| Característica | Descrição |
| Fixação | Sem perfuração estrutural |
| Mobilidade | Semiportátil |
| Aplicações comuns | Telhados sensíveis ou históricos |
| Exemplo prático | Base de ancoragem com contrapesos em cobertura plana |
Como escolher o dispositivo de ancoragem ideal
A escolha correta do dispositivo de ancoragem não depende apenas do tipo de estrutura. Ela envolve uma análise técnica completa do cenário de trabalho em altura.
Entre os principais critérios, destacam-se:
- Tipo de atividade (manutenção, inspeção, operação contínua)
- Frequência de uso (temporário ou permanente)
- Geometria e resistência da estrutura disponível
- Necessidade de deslocamento do trabalhador
- Compatibilidade com EPIs e sistemas de absorção de energia
Outro ponto crucial é o controle das forças geradas em uma eventual queda. O sistema como um todo deve limitar o impacto transmitido ao trabalhador, o que exige integração entre ancoragem, linha de vida, trava-quedas e absorvedor de energia.
Na prática, isso significa que escolher uma ancoragem não é apenas selecionar um ponto de fixação – é projetar um sistema de segurança completo. Sem essa análise integrada, há risco de sobrecarga estrutural, mau funcionamento do sistema e, consequentemente, acidentes graves.
É por isso que contar com uma empresa especializada, como a Mostaza Ancoragem, deixa de ser uma opção – passando a ser uma necessidade técnica para qualquer projeto em altura.

FAQ
1. A instalação de dispositivos de ancoragem exige responsável técnico?
Sim. A instalação deve ser realizada por profissional legalmente habilitado, com emissão de documentação técnica e projeto de instalação conforme a norma aplicável.
2. Os dispositivos de ancoragem precisam de inspeção periódica?
Precisam. Inspeções regulares garantem que não haja corrosão, deformações ou falhas estruturais que comprometam a segurança do sistema.
3. É obrigatório fornecer documentação após a instalação?
Sim. A norma exige documentação com identificação do sistema, localização dos pontos de ancoragem, responsável técnico, projeto e orientações de uso.
4. Posso utilizar qualquer estrutura como ponto de ancoragem?
Não. A estrutura precisa ser avaliada tecnicamente para verificar sua resistência às cargas geradas em uma eventual queda.
5. Linhas de vida substituem outros sistemas de proteção contra quedas?
Não. Elas fazem parte do sistema de proteção, mas devem ser utilizadas em conjunto com EPIs adequados, como talabartes com absorvedor de energia e trava-quedas compatíveis.
A Mostaza Ancoragem pode te ajudar a planejar e instalar seus sistemas de segurança em altura
Quando o assunto é trabalho em altura, improviso não é estratégia – é risco. Cada ponto de ancoragem, cada linha de vida e cada componente do sistema precisa ser projetado com base em critérios técnicos rigorosos, respeitando as normas vigentes e as particularidades estruturais de cada projeto.
A Mostaza Ancoragem atua como parceira técnica desde a concepção até a instalação completa dos sistemas de proteção contra quedas, oferecendo soluções personalizadas, seguras e em total conformidade com as exigências normativas. Nossa equipe especializada analisa o seu cenário, define a solução ideal e garante que cada dispositivo de ancoragem esteja corretamente dimensionado, instalado e documentado.
Se você busca segurança real, conformidade legal e desempenho técnico no trabalho em altura, conte com a Mostaza para transformar seu projeto em um sistema de proteção confiável e durável!