Quando falamos de segurança no trabalho em altura, muitos pensam imediatamente no uso do cinto paraquedista e do talabarte. Porém existe um elemento que define toda a lógica de proteção: a altura da linha de vida. Instalada de forma errada, ela pode não apenas perder eficiência como também gerar um risco adicional ao trabalhador, criando folgas perigosas que ampliam o fator de queda e reduzem a distância livre para ele exercer suas atividades.
Pois é – como tudo em nosso ramo de trabalho, esse é um fator crítico que depende de cálculos precisos e adaptados à situação em questão. Embora a NR-35 (a principal norma do trabalho em altura) não determine um número universal, ela deixa claro como essa altura deve ser calculada e quais parâmetros técnicos precisam ser considerados para que o sistema seja realmente seguro.
Continue comigo para descobrir como fazer isso levando em conta as características do seu projeto.
O que seria a “altura da linha de vida”?
A altura da linha de vida é a distância vertical entre o cabo (ou trilho) e a superfície onde o trabalhador está posicionado. Essa medida é importante porque influencia vários elementos do sistema de proteção contra quedas, em especial:
- a distância de queda livre
- a força de impacto no ponto de ancoragem
- o fator de queda
- a necessidade de espaço livre abaixo do trabalhador
Na prática, funciona assim: quanto mais alta a linha, menor será a queda livre; quanto mais baixa, maior o risco. A NR-35 não estabelece um número fixo, mas determina que o sistema deve reduzir ao máximo a queda livre, que a montagem deve ser baseada em análise de risco e, claro, que devem ser usados componentes certificados e compatíveis entre si.

Além disso, é obrigação do empregador garantir que o sistema suportará as forças previsíveis durante uma queda.
Em outras palavras, a altura da linha de vida não é padronizada, mas calculada caso a caso. Por conta disso, profissionais se apoiam em outras normas técnicas que ajudam a definir essa conta, como:
- EN 795 (tipo C, linhas de vida horizontais)
- NR-18, que fala sobre requisitos mínimos para canteiros de obra
- ANSI Z359, usada frequentemente como referência em engenharia de segurança
Qual é a altura geralmente utilizada?
Observe que não se trata de uma “obrigação legal”, mas de boas práticas aceitas internacionalmente.
Para ilustrar tudo isso, é fundamental que olhemos para alguns exemplos comuns no cotidiano do trabalho em altura. Métodos de engenharia e segurança convergem nos seguintes parâmetros para a maioria dos projetos em nosso país:
Linhas de vida horizontais em telhados ou lajes
Entre 1,50 m e 2,00 m de altura em relação ao ponto de apoio do trabalhador.
Linhas de vida para manutenção industrial em galpões ou estruturas metálicas
Entre 1,80 m e 2,20 m, dependendo da estrutura disponível.
Linhas de vida para fachada ou passarelas
Acima do centro de gravidade do trabalhador – normalmente acima de 1,70 m.
Linhas de vida provisórias em obra
Altura variável, mas sempre priorizando fator de queda ≤ 1.
Veja por que a altura da linha de vida importa tanto…

1. Para manter o fator de queda baixo
O fator de queda é a relação entre a distância da queda livre e o comprimento do sistema de retenção. Idealmente – e já fizemos um guia completo sobre isso bem aqui – ele deve ser igual ou menor que 1.
Quando a linha está muito baixa, esse fator aumenta e, por sua vez, a força de impacto sobre o corpo e os pontos de ancoragem cresce perigosamente.
2. Para garantir distância livre abaixo do trabalhador
Mesmo com absorvedor de energia, talabarte e elongação do cabo, uma queda real pode somar 1,5 m do corpo do trabalhador e 1,5 a 2,0 m do alongamento do equipamento. Você verá que uma queda pode facilmente exigir de 3,5 a 5,5 metros de espaço livre.
Por isso, quanto mais alta estiver a linha, menor o risco de o trabalhador atingir o solo ou obstáculos.
3. Para reduzir a flecha do cabo
A linha de vida horizontal sofre deformação (flecha). Quanto mais alta, menor o impacto da flecha operando perto do nível do piso.
4. Para facilitar a mobilidade
Em curtas palavras, linhas muito baixas prendem talabartes, dificultam o deslocamento, aumentam o risco de tropeço e criam pontos de engate perigosos. A altura da linha de vida adequada torna o trabalho mais seguro e mais fluido.
A Mostaza Ancoragem pode projetar e instalar sua linha de vida com segurança e total conformidade!

Na Mostaza, tratamos a proteção contra quedas como engenharia, não como improviso. No mercado há décadas, projetamos, calculamos e instalamos linhas de vida conforme todas as normas nacionais e os padrões internacionais de segurança.
Você pode contar conosco quando o assunto é:
- projeto técnico completo
- instalação certificada
- fornecimento de pontos de ancoragem, linhas de vida e acessórios
- equipe experiente em qualquer tipo de estrutura
- suporte nacional
Seja para um galpão industrial, fachada, telhado ou obra civil, garantimos sistemas seguros, eficientes e legalmente conformes.
Clique aqui para acessar nosso catálogo completo ou entre em contato com nossa equipe especializada!