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A partir de quantos metros é considerado trabalho em altura?

A partir de quantos metros é considerado trabalho em altura?

Segundo a NR-35 (referente ao trabalho em altura), é considerado trabalho em altura toda atividade executada acima de 2 metros do nível inferior, quando houver risco de queda livre.

Mas a história não acaba por aí, claro. Há diversas outras considerações que devem ser respeitadas em cada projeto, desde a mais simples manutenção de telhado residencial até o canteiro de obras mais complexo.

Continue lendo para descobrir a partir de quantos metros é considerado trabalho em altura, bem como outros fatores que são levados em conta na questão legal.

Não perca: O que é um kit para trabalho em altura? Mitos e verdades

A partir de quantos metros é considerado trabalho em altura?

Como mencionado: acima de 2 metros do nível inferior, quando houver risco de queda, conforme determina a NR-35.

Esse critério parece simples, mas exige interpretação técnica. Não basta medir a altura com uma trena – é preciso analisar o contexto da atividade, o ambiente e as condições de execução.

Por exemplo:

  • Um profissional sobre uma escada a 2,10 m do chão, sem proteção lateral, está em trabalho em altura.
  • Um colaborador em uma laje elevada com guarda-corpo adequado pode estar acima de 2 metros, mas protegido por EPCs.
  • Um trabalhador a 1,80 m do solo, em uma superfície instável, próximo a um vão, pode igualmente estar exposto a risco relevante.

A norma é clara ao mencionar “quando houver risco de queda”. Ou seja, não se trata apenas da altura numérica, mas da possibilidade real de queda com potencial de lesão.

A partir de quantos metros é considerado trabalho em altura?
A partir de quantos metros é considerado trabalho em altura?

Na prática, já estamos dentro do universo regulado pela NR-35 sempre que a atividade em questão envolve:

E isso muda completamente a responsabilidade do empregador!

O que o risco do trabalho em altura implica

Quando a atividade é caracterizada como trabalho em altura, uma série de exigências legais e técnicas passam a ser obrigatórias. Não se trata apenas de fornecer um cinto de segurança e autorizar a execução do serviço.

A NR-35 estabelece que toda atividade em altura deve envolver 5 pilares.

1. Análise de risco prévia

Antes de qualquer execução, é preciso identificar:

  • Pontos de ancoragem disponíveis;
  • Resistência estrutural;
  • Condições climáticas;
  • Acesso e deslocamento;
  • Riscos adicionais (eletricidade, vento, superfícies frágeis, etc.).

Cada cenário exige uma solução diferente. Improvisos são justamente o que a norma busca eliminar.

2. Sistema de proteção contra quedas

O trabalho em altura exige um sistema completo, composto por:

  • Ponto ou linha de ancoragem adequada;
  • Elemento de conexão (talabarte, trava-quedas, mosquetão);
  • Cinturão tipo paraquedista;
  • Eventual absorvedor de energia.

Não é o EPI isolado que protege o trabalhador – é o conjunto corretamente dimensionado.

Além disso, a escolha entre linha de vida horizontal, vertical, rígida ou flexível depende do tipo de acesso e movimentação exigida pelo projeto.

Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em altura

Veja também: Morte por trabalho em altura – como EPCs e EPIs evitam acidentes

3. Treinamento obrigatório

Todo trabalhador que executa atividade acima de 2 metros com risco de queda precisa ter capacitação conforme a NR-35. Como explico a fundo neste outro guia, o treinamento envolve:

  • Reconhecimento de riscos;
  • Uso correto dos EPIs;
  • Procedimentos de emergência;
  • Técnicas de movimentação segura.

Sem treinamento, o equipamento perde eficácia prática.

4. Plano de resgate

Este é um ponto muitas vezes ignorado. A norma exige que exista um procedimento de resgate previamente definido. Afinal, interromper a queda é apenas parte da solução. Se ocorrer um acidente, é preciso saber:

  • Como retirar o trabalhador com segurança;
  • Em quanto tempo;
  • Com quais equipamentos;
  • Com qual equipe é treinada.

Tempo excessivo em suspensão pode gerar consequências graves, como a síndrome da suspensão inerte.

5. Responsabilidade legal

Quando o trabalho é caracterizado como atividade em altura, a empresa assume obrigações formais. O descumprimento pode resultar em:

  • Multas administrativas;
  • Interdição da atividade;
  • Responsabilização civil;
  • Processos trabalhistas;
  • Responsabilidade criminal em casos mais graves.

Por isso, entender a partir de quantos metros é considerado trabalho em altura não é apenas uma dúvida técnica; acima de tudo, é uma questão de gestão de risco e conformidade legal.

Como funciona a inspeção anual no ponto de ancoragem?

Escolha a Mostaza Ancoragem como a sua empresa parceira e esteja em conformidade com a lei vigente!

Então – a partir de quantos metros é considerado trabalho em altura? Em resumo:

  • Acima de 2 metros com risco de queda = NR-35 obrigatória
  • Envolve análise técnica
  • Exige sistema de proteção completo
  • Implica treinamento e plano de emergência
  • Gera responsabilidade direta para a empresa

Ou seja, mais do que cumprir uma regra, trata-se de estruturar a atividade com segurança, previsibilidade e profissionalismo. E quando o assunto é trabalho em altura, você está no lugar certo.

A Mostaza Ancoragem atua no desenvolvimento de soluções completas em linhas de vida, pontos de ancoragem, escadas técnicas e sistemas de proteção contra quedas, sempre em conformidade com a NR-35 e as normas brasileiras aplicáveis.

Nossa equipe técnica analisa cada projeto de forma personalizada, avaliando estrutura, acesso, frequência de uso e riscos envolvidos. Assim, garantimos que o sistema instalado não apenas atenda à legislação, mas ofereça segurança real para quem executa o trabalho.

Se você precisa adequar sua empresa à norma, instalar sistemas de ancoragem ou estruturar um projeto seguro de trabalho em altura, conte conosco.

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About Cícero Moraes

Sou engenheiro de segurança do trabalho com mais de 12 anos de experiência em gestão de risco, treinamento e desenvolvimento de pessoas. Minha trajetória é marcada pela dedicação em criar ambientes de trabalho seguros e eficientes. Ao longo dos anos, desenvolvi e implementei estratégias robustas para identificar e mitigar riscos, além de liderar treinamentos que promovem uma cultura de prevenção e conscientização sólida de segurança em altura. Comprometido em transformar a segurança no ambiente de trabalho e com as melhores práticas durante a execução das atividades, estou sempre buscando soluções inovadoras e eficazes para garantir a integridade e o bem-estar da equipe, por meio de boas práticas com o uso e a conservação dos EPIs.

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