Seja qual for a natureza da atividade manual, é quase certo que os Equipamentos de Proteção Individual (abreviados para EPIs) estão envolvidos na rotina diária do trabalhador de uma forma ou de outra. O trabalho em altura não é exceção – sendo rigorosamente regulado por inúmeras leis brasileiras, entre as quais está o uso obrigatório desses recursos por parte da empresa colaboradora. O trava-quedas deslizante, por exemplo, é um dos EPIs que mais marcam presença em canteiros de obras.
Continue lendo o artigo para entender o papel do trava-quedas deslizante no trabalho em altura, bem como a forma certa de usá-lo.
Para ler sobre o trava-quedas com mosquetão, clique aqui.
O que é o trava-quedas deslizante?
O trava-quedas deslizante é um Equipamento de Proteção Individual projetado para impedir a queda livre do trabalhador durante atividades em altura. Ele atua como um “guardião silencioso”: acompanha o deslocamento vertical do usuário ao longo de uma linha de vida e, caso ocorra uma escorregada, desequilíbrio ou queda repentina, trava automaticamente, interrompendo o movimento quase de forma imediata.

Na prática, ele funciona sempre conectado a três elementos essenciais:
- o cinturão de segurança tipo paraquedista;
- o conector (mosquetão);
- e a linha de ancoragem – que pode ser rígida ou flexível, dependendo do sistema adotado.
Sozinho, o trava-quedas não faz nada; é a integração correta desses componentes que garante a proteção real contra quedas.
Por isso, mais do que um item “obrigatório”, o trava-quedas deslizante deve ser visto como parte de um sistema de segurança bem planejado, pensado de acordo com o tipo de acesso, a altura, o ambiente e a frequência da atividade.
Como usar o trava-quedas deslizante?
O uso correto do trava-quedas deslizante começa antes mesmo de o trabalhador subir. O primeiro passo é garantir que o equipamento seja compatível com a linha de vida instalada – não apenas visualmente, mas tecnicamente, conforme as normas aplicáveis.
Durante a atividade, o trava-quedas deve:
- Estar conectado ao ponto frontal ou dorsal do cinturão paraquedista, conforme orientação do fabricante;
- Deslizar livremente pela linha de vida durante a subida e descida;
- Permanecer sempre acima do ponto de conexão do trabalhador, reduzindo o fator de queda.
Outro ponto importante: o equipamento não substitui treinamento. O trabalhador precisa saber identificar o sentido correto de instalação, entender o limite de uso e reconhecer sinais de desgaste ou mau funcionamento. Um trava-quedas mal instalado ou usado fora do sistema correto perde completamente sua função, mesmo sendo certificado.

Onde o trava-quedas deslizante é encontrado?
O trava-quedas deslizante é amplamente utilizado em atividades que exigem acesso vertical contínuo, especialmente quando não há plataformas fixas ou guarda-corpos permanentes. É comum encontrá-lo em:
- Escadas tipo marinheiro;
- Andaimes e estruturas metálicas;
- Torres, silos e chaminés industriais;
- Cadeiras suspensas;
- Áreas técnicas de manutenção predial e industrial.
Sempre que o acesso é feito por escada ou estrutura vertical e o trabalho ocorre acima de 2 metros do nível inferior, o uso desse EPI passa de recomendação a exigência normativa. Cada cenário, porém, pede uma solução diferente – e é aí que entram as análises de risco e o projeto adequado do sistema de ancoragem.
Regulações para o trava-quedas deslizante para o trabalho em altura
Por lidar diretamente com risco de queda, o trava-quedas deslizante está entre os EPIs mais rigorosamente regulados no Brasil. Ele deve atender, obrigatoriamente, à NR-6, que trata do uso de EPIs, e à NR-35, que estabelece os requisitos para trabalho em altura.
Além disso, as seguintes normas técnicas específicas regulam o desempenho e a aplicação do equipamento:
| Norma técnica | O que regulamenta |
| ABNT NBR 15834 | Trava-quedas deslizantes utilizados em linhas de vida flexíveis, como cordas sintéticas ou cabos de aço |
| ABNT NBR 15835 | Sistemas de trava-quedas aplicados em linhas de vida rígidas, como trilhos ou estruturas fixas |
| ABNT NBR 15837 | Conectores utilizados no sistema de proteção contra quedas, incluindo mosquetões e seus requisitos de resistência |
Essas normas garantem que o equipamento seja testado para resistir a quedas reais, cargas elevadas e condições adversas. Mais do que cumprir a lei, respeitá-las é uma forma concreta de preservar vidas e evitar improvisações perigosas no canteiro de obras.

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